Review Category : Imprensa

Consultor tira dúvidas sobre conta conjunta e 13º salário

Antônio Teixeira, da IOB | Sage, responde questões de leitores do G1.
Consultor esclarecerá cinco dúvidas por dia, até 30 de abril.

O consultor Antônio Teixeira Bacalhau, da IOB | Sage, responderá diariamente, até o dia 30 de abril, cinco perguntas enviadas por internautas do G1 sobre a declaração do Imposto de Renda 2015. Para enviar suas questões, clique aqui.

1) Em 1990, comprei um imóvel financiado pela CEF com minha cônjuge e um amigo. Logo a seguir vendemos o imóvel e nos divorciamos. Na época, não incluímos o imóvel na partilha por tê-lo vendido. Recentemente descobri que o novo proprietário faleceu sem transferir o financiamento para seu nome, permanecendo uma dívida na CEF em nosso nome. Estou reabrindo o processo de divórcio para fazer uma doação dos meus 25% para minha ex- cônjuge. Minha dúvida é a seguinte: Além do imposto sobre a doação, como regularizo minha situação com a Receita Federal, já que nunca declarei esse imóvel? Tenho que pagar mais algum imposto? (Jean Claude Abreu Courbet)
Resposta:
 Retifique as declarações dos cinco últimos exercícios incluindo o imóvel e explicando o ocorrido. Na declaração de sua ex-esposa, informe na linha 17, da ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis” a transferência de parte do imóvel por ela recebido. Só ocorrerá tributação de imposto de renda sobre o ganho de capital se valor transferido for superior ao que vinha sendo declarado em sua declaração de bens e direitos.

2) Sou o segundo titular de uma conta-corrente aberta em nome da minha mãe. Devo declarar essa condição? (Carlos Zamith de Oliveira Junior)
Resposta: 
Se os depósitos foram efetuados somente por sua mãe você não deve informar em sua declaração.

3) Durante o ano de 2014 estive em duas empresas: x e y. Na x eu fiquei até 01/05/2014 e na y estou até hoje. Na x eu era isento de IRRF e na y eu comecei a contribuir. Entretanto, no total de rendimento das duas empresas, acabou que não batendo o valor mínimo para restituição. A pergunta é: a contribuição de IRRF que paguei enquanto na empresa y, como fica? Não poderei restituir? (Lucas Heitich)
Resposta: 
Se a soma dos rendimentos forem superior a R$ 26.816,55 você está obrigado a declarar, Estando obrigado a declarar, informe na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”  os rendimentos das duas empresas e o imposto retido na fonte, conforme consta nos comprovantes. O imposto pago na fonte será deduzido do imposto apurado na declaração. Sendo o imposto devido maior do que o imposto retido haverá imposto a pagar.

4) Compramos um imóvel na planta, eu e minha esposa, em 2009, no começo do beneficio Minha Casa Minha Vida. Valor do imóvel foi R$ 77.500,00, sendo que entramos no financiamento pela Caixa no fim de 2011, e conseguimos um abatimento do financiamento de 18.000,00 de subsidio. Restando saldo a financiar de R$ 58.500,00. Pois bem, no fim de 2014, usando FGTS e recurso próprio, conseguimos quitar esse imóvel. Mas nunca declarei nas declarações esses pagamentos, pois recebi a informação de que não tinha necessidade, já que o financiamento era baixo e que estava em meu nome e da minha esposa que é isenta de declarar. Como faço para declarar esse imóvel agora, já que está quitado? (Edilson Nunes Silva)
Resposta: 
Os bens comuns devem ser informados em sua totalidade na declaração de um dos cônjuges. Retifique as declarações dos cinco últimos exercícios informando, na ficha “Bens e Direitos”, a aquisição do imóvel, indicando o nome e CNPJ do vendedor e as condições de pagamento. Nos campos Situação em 31 de Dezembro, de cada ano, informe o valor do pagamento efetuado no ano, somado ao valor do pagamento do ano anterior.

5) Esse ano o imposto retido 13º veio com lançamento em separado (até ano passado estava somado ao valor do IR retido) . Ele não é somado sobre o valor do Imposto para fins de restituição isso é errro ou até isso mudo no imposto desse ano. (Marli Alves de Lima)
Resposta: 
O imposto retido sobre o 13º salário é exclusivo na fonte, ou seja, não é restituível. Informe o 13º salário e o respectivo imposto retidos na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica” e o rendimento será automaticamente transferido para a ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”.

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Custo da construção cai em março, diz FGV

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas.
Índice de Confiança recuou 8%, menor nível da série iniciada em 2010.

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou variação de 0,36% em março, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,5%, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O índice relativo a materiais, equipamentos e serviços registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,77%. O índice correspondente a materiais e equipamentos registrou variação de 0,41%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,65%. Três dos quatro subgrupos apresentaram decréscimo nas taxas de variação, com destaque para materiais para acabamento, cuja taxa passou de 1,24% para 0,68%.

Já o índice referente à mão de obra registrou variação de 0,31%. No mês anterior, a variação registrada foi de 0,26%. A aceleração ocorreu pelo reajuste salarial em Salvador.

A parcela relativa a serviços passou de uma taxa de 1,24%, em fevereiro, para 0,44%, em março. Houve desaceleração do subgrupo vale-transporte, cuja variação passou de 4,83% para 1,01%.

Quatro capitais apresentaram desaceleração em suas taxas de variação: Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Já em Salvador, Brasília e Recife houve aceleração.

Confiança
O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 8% entre fevereiro e março, atingindo 76,3 pontos, o menor nível da série iniciada em julho de 2010. A queda, além de ser a quarta consecutiva, foi a mais expressiva da série, retratando um empresariado crescentemente insatisfeito e pessimista em relação aos rumos de curto prazo do setor, de acordo com  a FGV.

“Os sucessivos recordes negativos registrados pela sondagem mostram que o nível de atividade do setor está caindo rapidamente. O elemento inesperado está vindo do segmento de infraestrutura, porque, neste caso, as dificuldades não estão relacionadas ao término de obras, como no segmento imobiliário, mas a obras que estão sendo paralisadas independentemente do estágio, o que tende a gerar um impacto ainda mais forte. E a percepção dos empresários é de que este quadro tende a se agravar nos próximos meses”, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.

A queda do ICST em março decorreu principalmente da piora das expectativas de curto prazo: o Índice de Expectativas (IE-CST) variou -7,3%, a maior queda histórica, após recuar 4,7% no mês anterior. Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST), caiu 8,9% no mês, ante -9,9% em fevereiro. Ambos os índices chegaram aos menores níveis da série, confirmando a continuidade do quadro de desaceleração do setor no início de ano, diz a FGV.

A piora das expectativas atingiu os dois quesitos que integram o IE-CST: o indicador que mede o grau de otimismo em relação à situação dos negócios nos seis meses seguintes recuou 9%, a maior variação negativa da série, ao passar de 98,5 pontos, em fevereiro, para 89,6 pontos, em março. O quesito que mede as expectativas em relação à evolução da demanda nos três meses seguintes passou de 88,4 pontos para 83,8 pontos no mesmo período, uma queda de 5,2%.

O recuo do ISA-CST no mês foi influenciado principalmente pelo indicador de evolução recente da atividade, que declinou 11,4% em relação a fevereiro, atingindo 61,4 pontos. O indicador que mede o grau de satisfação com situação atual dos negócios recuou, 6,5%, ao passar de 75,1 para 70,2 pontos entre fevereiro e março.

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PMT inova e usa Twitter e Instagram para mapear buracos em ruas e avenidas

A Prefeitura de Teresina resolveu inovar e está usando as redes sociais para mapear os buracos nas ruas e avenidas da capital. A medida faz parte Operação Tapa-Buraco, que tem como objetivo previnir acidentes.

Em entrevista ao Notícia da Manhã desta terça-feira (17), o coordenador de Asfaltamento da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), Daniel Pereira, falou sobre a programação prevista para o primeiro quadrimestre e anunciou que a Avenida Nossa Senhora de Fátima será recuperada em abril.

“A Prefeitura de Teresina atende à população em vários canais, como Twitter e Instagram. A gente recebe essas mensagens. Tem também o Fale Conosco, no site da Prefeitura, que gera um protocolo para a gente. Há ainda o telefone da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (3221 7050). Pode ligar para lá e pedir para passar para a Coordenação (de Asfaltamento) ou mesmo fazer um protocolo, citando o nome da rua e do trecho que está desgastado”, explicou Daniel Pereira.

De acordo com o coordenador de Asfaltamento, todas as solicitações feitas são atendidas em um prazo máximo de 10 dias. “A gente sempre recebe as solicitações e coloca na programação da semana seguinte”, destacou Daniel Pereira.

“Nesses primeiros quatro meses, a gente está priorizando a Operação Tapa-Buraco e as intervenções da Strans em cruzamentos e retornos. Para esse primeiro quadrimestre, estão previstas essas intervenções e dar início a uma avenida na zona Leste – a Nossa Senhora de Fátima”, anunciou.

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MTE divulga nova tabela do Seguro-Desemprego

Valor máximo da parcela do benefício alcança R$ 1.385,91 e tem como base o INPC

Brasília, 12/01/2015 – O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou a tabela do seguro-desemprego que vigora a partir de 11 de janeiro. O reajuste segue as recomendações da Resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) Nº 707, de 10 de janeiro de 2013.

De acordo com a Resolução, a partir de 2013 os reajustes das faixas salariais acima do salário mínimo observarão a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado e divulgado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulada nos doze meses anteriores ao mês de reajuste.

O valor máximo da parcela do benefício alcança, em 2015, R$ 1.385,91. O valor do benefício não poderá ser inferior ao valor do Salário Mínimo atual.

Tabela para cálculo do benefício

Calcula-se o valor do Salário Médio dos últimos três meses anteriores a dispensa e aplica-se a fórmula abaixo:

FAIXA DE SALÁRIO MÉDIO                                                                                 VALOR DA PARCELA

Até R$ 1.222,77————————————————————Multiplica-se o salário médio 0.8 (80%).

 

De R$ 1.222,78   Até R$ 2.038,15—————————————O que exceder a R$ 1.222,77 multiplica-se por 0,5 (50%) e soma-se                                                                                                                                                      a R$ 978,22

 

Acima de R$ 2.038,15—————————————————–O valor da parcela será de R$ 1.385,91 invariavelmente.

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Governo publica MP que isenta de IR quem ganha até R$ 1.903,98

O reajuste de 6,5% na tabela valerá apenas para as duas primeiras faixas de renda

O governo publicou no “Diário Oficial da União”ontem quarta-feira (11) a Medida Provisória que prevê um reajuste escalonado da tabela do Imposto de Renda.

Com o novo modelo, que tem correções diferentes para cada faixa de renda, deverão ficar isentos os contribuintes que ganham até R$ 1.903,98 – o equivalente a 11,49 milhões de pessoas.

O reajuste de 6,5% na tabela valerá apenas para as duas primeiras faixas de renda (limite de isenção e a segunda faixa). Na terceira faixa de renda, o reajuste proposto será de 5,5%. Na quarta e na quinta faixas de renda – para quem recebe salários maiores – a tabela do IR será reajustada, respectivamente, em 5% e 4,5%, pelo novo modelo.

Se a tabela fosse corrigida em 4,5% para todos os contribuintes, que era a proposta inicial do governo, quem ganhasse até R$ 1.868,22 neste ano não teria de prestar contas. Com o valor de R$ 1.903,98, a faixa de isentos é maior.

A MP entra em vigor em abril e vale para o ano-calendário de 2015, ou seja, irá afetar o Imposto de Renda declarado pelos contribuintes em 2016.

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Piauí pode perder mais de R$ 700 milhões em recursos federais

 

Segundo secretário de fazenda, impacto maior seria na execução de obras.
Governadores do Nordeste vão se reunir com a presidente Dilma este mês.

Em função da crise econômica que atinge o país, estados da região Nordeste devem perder recursos por causa do contingenciamento de dinheiro feito pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. De acordo com o secretário de Fazenda do Piauí, Rafael Fonteles, a medida faz parte de um ambiente de ajuste fiscal promovido pelo Ministério da Fazenda. No Piauí, o impacto maior seria execução de obras futuras.

“Em relação aos bancos nacionais, notadamente a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, há o risco desse contingenciamento e isso poderia impactar em diversas novas obras que poderiam ser iniciadas e que dependem disso para serem iniciadas”, disse o secretário. Mesmo diante da situação, Rafael espera que não haja corte de subsídios, o que poderia dificultar ainda mais a realidade do Piauí.

Ainda neste mês de março, os governadores devem se reunir com a presidente Dilma Rousseff para tratar sobre o assunto. “O governador Wellington Dias terá uma audiência com a presidente, juntamente com os governadores do Nordeste, para pedir que não haja corte nas linhas de crédito”, falou.

Mesmo com o cenário de perda para o estado, Rafael Fonteles defendeu a medida do governo federal. “Esse ambiente de ajuste fiscal que o Ministério da Fazenda está promovendo é importante para colocar o país nos trilhos novamente”, disse.

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Brasil reassume liderança em ranking mundial de juros reais

Banco Central subiu a taxa básica da economia para 12,75% ao ano.
Com isso, juros reais avançaram para 5,28% ao ano, segundo MoneYou.

O Brasil reassumiu a liderança do ranking mundial de juros reais, segundo levantamento feito pela consultoria MoneYou. Nesta quarta-feira, o Banco Central promoveu o quarto aumento consecutivo nos juros básicos da economia, que subiram de 12,25% para 12,75% ao ano – o maior patamar em seis anos.

Em janeiro, logo após a reunião anterior do Comitê de Política Monetária do Banco Central, a economia brasileira ainda figurava na segunda colocação do ranking. Os juros reais são calculados após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses e são a principal forma de comparação entre os países.

De acordo com o estudo da consultoria MoneYou, o Brasil, após a nova alta promovida pelo BC, tem juros reais de 5,28% ao ano. Está bem acima do segundo  e terceiros colocados, a China e a Índia, que possuem juros reais de 3,18% e de 3,17% ao ano, respectivamente. Em quarto e quinto lugares, figuram Taiwan (1,47% ao ano) e Filipinas (0,97% ao ano). A taxa média de juros das 40 economias pesquisadas na confecção do ranking está negativa em 1% ao ano.

“O Brasil ocupa em todos os cenários o primeiro lugar do ranking como melhor pagador de juros reais do mundo, acima dos maiores pagadores nominais [sem o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses] da atualidade, a Venezuela e a Argentina”, diz o levantamento. De acordo com o MoneYou, somente um corte de dois pontos percentuais nos juros brasileiros tirariam o país da liderança do ranking de juros reais.

O Brasil é a uma das poucas economias emergentes que está subindo os juros. Nos últimos dias, tanto a China quanto a Índia promoveram cortes nos seus juros básicos. A Turquia também está promvendo redução em sua taxa de juros – em um momento de fraco nível de atividade na economia internacional.

O México cortou os juros em junho do ano passado e, desde então, a taxa está estável em 3% ao ano. Até mesmo a Rússia, que havia subido os juros fortemente para 17% ao ano no fim do ano passado, baixou sua taxa para 15% ao ano nos últimos dias de janeiro.

Segundo o site Moneyou, somente o Brasil e mais seis países apresentaram projeções de inflação mais forte, enquanto a maioria demonstrou forte queda devido ao preço internacional do barril do petróleo.

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Firmino Filho autoriza licitação da nova ponte do Poti Velho

A obra vai melhorar o acesso à região da Grande Santa Maria da Codipi.

O prefeito Firmino Filho autorizou a licitação no valor de R$ 24 milhões para a obra de construção da nova ponte sobre o Rio Poti, no bairro Poti Velho, zona norte da cidade. A nova ponte fará um binário de acesso à Avenida Poti, que está sendo duplicada para melhorar o acesso à região da Grande Santa Maria da Codipi.

De acordo com o superintendente da Sdu Centro-Norte, João Pádua, após a conclusão do processo licitatório, será assinada a ordem de serviço, o que deve acontecer até o final de julho deste ano. “Trata-se de uma obra muito importante de mobilidade urbana na zona Norte da capital, pois beneficiará toda a região do Poti Velho, Santa Maria da Codipi, Parque Brasil, Jacinta Andrade, Nova Teresina, dentre outros bairros”.

O superintendente executivo, Ângelo Cavalcante, explica que a segunda ponte do Poti Velho vai interligar a rua Domingos Mafrense à avenida Poti Velho, passando a compor o sistema binário de tráfego com a Alameda Mestre João Isidoro França, interligando o bairro Poty Velho à Santa Maria da Codipi.”O prazo de execução previsto para execução da obra é de 12 meses”, informa, ressaltando que os recursos são oriundos de parceria com o Governo Federal, através do programa PAC Mobilidade, do Ministério das Cidades.

Por sua vez, sobre a obra de alargamento da avenida Poti Velho, o gerente de obras, Jeferson Oliveira, informa que a Prefeitura segue retirando os postes de alta tensão, que permitirá a implantação de um novo sistema de iluminação mais moderno.

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Equipe econômica fixa redução de 23,7% em gastos do PAC até abril

Essa é a 1ª vez que há diminuição de gastos desde que programa foi criado.
No caso do custeio da máquina, diminuição será de 7,5% até abril.

A equipe econômica do governo federal impôs uma redução de 23,7% nos gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até abril deste ano. A medida faz parte de uma série de tentativas para equilibrar as contas públicas em 2015 e foi aplicada por decreto presidencial publicado em edição extra do “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (26).

É a primeira vez que há redução nos gastos desde que o programa foi criado. O PAC está diretamente ligado à imagem da presidente Dilma Rousseff, que foi apelidada de “mãe do PAC” quando era ministra do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O decreto autoriza despesas de até R$ 15,17 bilhões no PAC nos primeiro quatro meses deste ano. A queda é de R$ 4,37 bilhões (23,7%) com relação ao mesmo período de 2014, quando foram gastos R$ 19,91 bilhões, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional.

governo decidiu fazer um decreto temporário limitando os gastos porque o orçamento para este ano ainda não foi aprovado pelo Congresso, explicou mais cedo o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive. A peça orçamentária ainda está sendo avaliada pelo Legislativo.

O secretário afirmou que não se trata de corte de gastos. “Não significa contingenciamento. Mas o que eles [ministérios e órgãos públicos] poderão decidir em termos de alocação de recursos. […] É um montante que poderá estar disponibilizado a estes ministérios até abril”, disse. Saintive afirmou que, caso haja a aprovação do orçamento, será feita “uma nova programação” dos gastos do PAC.

Gastos com custeio
O decreto presidencial também traz limitação para gastos com custeio da máquina pública no orçamento dos Ministérios. De janeiro a abril deste ano, foi autorizada uma dotação de R$ 59,98 bilhões, o que representa queda de 7,5% (R$ 4,87 bilhões) em relação ao valor gasto no mesmo período de 2014 (R$ 64,86 bilhões).

As chamadas “despesas discricionárias” dos Ministérios, ou seja, que não são obrigatórias, excluem gastos com sentenças judiciais e precatórios.

O decreto, preventivamente, estabelece a possibilidade de o Ministro de Estado da Fazenda autorizar a ampliação ou remanejamento dos valores constantes dos anexos, por ato próprio ou delegação, a fim de permitir o tratamento de “situações excepcionais” e que “requeiram atendimento imediato”, informou o governo federal.

Compromisso da nova equipe econômica
A limitação de gastos faz parte da estratégia da nova equipe econômica para tentar atingir a meta de superávit primário, a economia para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda, de 1,2% do PIB para todo o setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) em 2015.

O esforço equivale a uma economia de R$ 66,3 bilhões. Desse montante, R$ 55,3 bilhões correspondem à meta para o governo e R$ 11 bilhões são uma estimativa para estados e municípios. Em janeiro, contas do governo registraram superávit primário de R$ 10,4 bilhões, o que representa 19% da meta anual. Porém, foi o pior valor para o mês desde 2009.

Medidas já anunciadas
Para tentar atingir as metas fiscais, a nova equipe econômica já anunciou uma série de medidas nos últimos meses. Entre elas, estão mudanças nos benefícios sociais, como seguro-desemprego, auxílio-doença, abono salarial e pensão por morte, que ainda têm de passar pelo crivo do Congresso Nacional.

Além disso, também elevou o IPI para automóveis e tributos sobre a gasolina, operações de crédito e cosméticos. O Ministério do Planejamento, por sua vez, anunciou a redução dos limites temporários de empenho para gastos no orçamento de 2015 e, mais recentemente, o bloqueio de restos a pagar de anos anteriores.

No mês passado, o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, havia confirmado que não haverá mais repasses do governo ao setor elétrico, antes estimados em R$ 9 bilhões para este ano, o que deverá elevar ainda mais a conta de luz, que pode ter aumento superior a 40% em 2015.

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30% do Imposto de Renda pode ser usado para reinvestimento das empresas

Os empresários dos ramos industrial, agroindustrial, de infraestrutura e do turismo podem usufruir do benefício fiscal chamado Reinvestimento, destinado para empresas filiadas ao Banco do Nordeste.

A ferramenta permite converter 30% do valor que seria destinado ao Imposto de Renda para fins pessoais da empresa, como a compra de máquinas ou investimentos em melhoria de serviços, por exemplo.

A novidade foi compartilhada em evento ocorrido na manhã de quarta-feira, onde representantes do Banco do Nordeste (BNB) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentaram o portfólio de incentivos fiscais disponíveis, enfatizando as características e condições de acesso ao Reinvestimento.

Instituído pelo governo federal, o Reinvestimento tem por objetivo dotar de recursos financeiros empresas localizadas na área de atuação da Sudene. O produto é operacionalizado exclusivamente pelo Banco do Nordeste e permite que o valor equivalente ao percentual de 30% do imposto de renda devido, que incide sobre o lucro da exploração, acrescido de parcela de recursos próprios, correspondente a 50% desse valor, seja investido em seus projetos de modernização ou complementação de equipamentos da empresa interessada.

“O seminário busca incentivar empresários, contadores e instituições parceiras para divulgar um produto operacionalizado pelo banco, que é o depósito para Reinvestimento. Ele foi criado pela Sudene e realizamos nesta data para aproveitar o período de recolhimento do Imposto de Renda, que acontece nesta época.

As empresas com lucro tributado, ao invés de entregar este montante para o ‘leão’, poderão aproveitar para reinvestirem em si mesmas, seja em melhoramento, obtenção de equipamentos ou projetos estratégicos. Basta apresentar à Sudene, que o banco agiliza o processo”, explica Luiz Alberto da Silva Junior, superintendente estadual do Banco do Nordeste.

O reinvestimento é uma operação simples. No momento que o empresário realizar o recolhimento do imposto, basta marcar a opção que indica o reinvestimento de 30% do valor na própria empresa.

A quantia deverá ser depositada em conta do Banco do Nordeste em nome da própria empresa. O passo seguinte é apresentar um projeto à Sudene e aguardar aprovação.

Metade deste valor deve ser empregado em investimentos próprios para aumentar a capacidade produtiva da empresa. A operação pode ser feita diretamente com o gerente de negócios da agência do banco e preencher uma guia simples do recolhimento de imposto.

Apenas em 2014 o Banco do Nordeste registrou uma movimentação de depósitos e liberações no Reinvestimento da ordem de R$ 218 milhões, período no qual 130 empresas optaram pelo incentivo. “A resposta para o produto é muito satisfatória. O empresariado se mostra interessado no produto e ávido em utilizar a ferramenta de reinvestimento.

Todas as capitais que estamos passando apresentam boa resposta e o momento é mais que oportuno para investir no crescimento da própria empresa”, destaca Gleyston Bezerra, gerente de Operações Financeiras do ambiente de fundos de investimentos do Banco do Nordeste.

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