Obra de barragens no Piauí

Governador pretende agilizar obra de barragens no Piauí.

Em reunião com o presidente da Agência Nacional de Águas, o governador discutiu as barragens do Piauí e o uso da água

Teresa Albuquerque

 

Audiência com o diretor presidente da Agência Nacional de Água (ANA), Vicente Andreu (Foto:CCom)

Com o intuito de agilizar as obras de barragens em Castelo e Nova Algodões, o governador Wellington Dias se reuniu com o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, na noite da última quarta-feira (1), em Brasília.

A Barragem de Castelo, localizada entre os munícipios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí, terá a capacidade para 2,6 bilhões de metros cúbicos e estrutura para geração de 25 MW de energia. Além disso, também será capaz de conter enchentes e abastecer os munícipios próximos. Já a Barragem Nova Algodões terá a capacidade aproximada de 50 milhões de m³.

De acordo com o governador Wellington Dias, essas obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), são pensadas com planejamento para aumentar a oferta de empregos e geração de renda. “O presidente Vicente se comprometeu em agilizar a outorga para o início das obras de Castelo e de Nova Algodões. Essas obras estão no PAC e precisamos dessas outorgas. As obras de Castelo já estão em processo de contratação. Então temos todas as condições de ter ainda no mês de abril a solução para essas obras. E no mês de maio vamos garantir a presença dessas obras do PAC”, garantiu o governador.

Além da aceleração das obras das barragens, o governador também achou necessário elaborar um programa de controle de água de poços jorrantes. “A ideia é que, junto com a ANA, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), com outros parceiros, ter uma garantia de acompanhamento técnico e participação financeira para tamponar e, a partir daí, controlar e fazer planos para o uso da água”, explicou Wellington Dias.

Segundo ele, a intenção desse plano com o qual o presidente da ANA concordou, não é proibir o uso da água dos poços jorrantes, mas fazer com que funcione a partir da apresentação de um plano de uso racional para a água. “O presidente Vicente assumiu o compromisso de ajudar com essa proposta. São catalogados 350 poços em todo o Piauí que desperdiçam muita água. Não queremos os desperdícios que temos hoje”, completou.

Outro aspecto importante na reunião entre o governador Wellington Dias e a ANA foi a solicitação para um estudo sobre a capacidade de carga e recarga do lençol freático piauiense. “Nós temos um plano de trabalhar com irrigação e queremos o acompanhamento da ANA, começando pelo rio Piauí onde já tem a Barragem de Marrecas utilizada para o projeto de irrigação. Queremos assegurar as condições de uso planejado da água, para irrigação, consumo humano, piscicultura, para o lazer, mas também o uso para recarga do nosso lençol freático”, reforçou o governador.

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