Um mês depois da visita de Dilma, canteiro da Transnordestina é abandonado

Obras da Transnordestina
Foto: Divulgação

Pouco mais de um mês da visita da presidente Dilma Rousseff, a obra da Transnordestina parou de vez no Piauí e, alegando que não vinha recebendo os repasses do Governo Federal, a Civilport Construtora demitiu 1,2 mil trabalhadores abandonando de vez  o local, deixando para trás um grande lastro de dívidas.

Desde o começo deste ano , a Civilport vinha demitindo aos poucos os trabalhadores que executavam a obra no Piauí. Ao todo (até o fechamento do canteiro) foram demitidos 2 mil e 800 operários.

Os primeiros dispensados receberam todos os direitos trabalhistas. Os últimos 1,2 mil que foram dispensados no fechamento do canteiro estão prejudicados. Receberam parte dos direitos e a empresa alega não ter recursos para quitar a dívida.

Os demitidos no fechamento do canteiro são trabalhadores do Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, como informa Romeu Gomes, assessor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil Pesada.

Menos de um mês após a visita de Dilma, as obras da Transnordestina foram totalmente paralisadas. Há 15 dias a construtora chamou os trabalhadores e os dispensou.

A Civilport é uma construtora do Rio de Janeiro que venceu a licitação. Alega que não recebeu os devidos repasses que o governo deveria repassar, por isso abandonou a obra e não tem como pagar os direitos integrais dos operários.

Quando esteve visitando as obras (dia 11/09/2015), no Piauí, a presidente Dilma Rousseff disse que “a previsão do governo é de que depois de pronta a Transnordestina transporte até 30 milhões de toneladas por ano, com destaque para minério de ferro e soja”.

A obra começou a ser construída em junho de 2006, ainda no governo Lula. Deveria ficar pronta em 4 anos. O projeto prevê 1.753 quilômetros de ferrovia, beneficiando 81 municípios, sendo 19 no Piauí, 28 no Ceará e 34 em Pernambuco.iência o que só vai acontecer agora”, pontuou o promotor.

Fonte: portalaz.com.br

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